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>BBB do Povão

January 7, 2011

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Com a revelação do cast do BBB11, só resta uma coisa para fazer: rezar. Rezar para que essa edição nos dê conteúdo para a gente poder trabalhar, principalmente a minha coluna, pois eu vou trabalhar exclusivamente com a história que vai ser criada. Mas há um ótimo sinal. Entre nós, neste momento, se encontra a nossa diva do mal-feito, a senhora do barraco, a dama da confusão, a imperatriz da polêmica. Sim, Amy Winehouse está entre os pobres mortais brasileiros. Então, querida Amy, jogue sua benção na cabeça desse povo do BBB11. Iluminai as cabeças dessas pessoas e a do público para não fazer a mesma coisa que fizeram na Fazenda 3.

Filma eu Galvão!

E caso a senhora esteja lendo este post, seja muito bem vinda à antepenúltima Retrospectiva do Povão. E por isso já é hora do

BBB do Povão

Sem demora,vamos começar com o

BBB8
Um Estranho no Ninho

Olhem para essas carinhas. Olhem bem. E me digam se não é o cast mais chato da história do BBB. Onde que o Boninho foi achar gente tão tediosa para fazer esse BBB? Isso poderia ter sido a pior edição batendo de frente com o BBB6. Poderia, mas não foi. Sabem aqueles filmes que têm história ruim, direção péssima, elenco indo do fraco ao canastrão, mas tem aquele ator num papel coadjuvante que de tão bom, mas tão bom ele rouba a cena dos protagonistas, carrega sozinho o filme inteiro nas costas e ainda leva o Oscar para casa? Assim foi o BBB8 com o surtado do doutor Marcelo roubando a cena.

Heeeere’s Johnny! ou melhor Heeeeeeeere’s Marcelo!

O mineiro de Uberaba começou essa edição de mansinho. Até meio apagado, sendo o único amigo da Gyselle que não se entrosava com ninguém. Com o passar dos dias Marcelo foi criando “elos” com outros participantes. Então, num belo dia ele começou a pirar. Mas começou a pirar mesmo. Depois daquela confusão do sou gay, não, sou bi, gosto da Gy que encheu o saco no começo, ele chutou o pé da barraca como ninguém tinha feito. Usando suas táticas como psiquiatra e, provavelmente, como paciente de um, doutor Marcelo começou uma “guerra” psicológica com quase toda a casa. Em vez de jogar o jogo, ele resolveu brincar com a mente dos participantes, pegado cada um no ponto mais fraco. As brigas foram épicas. E realmente salvaram a edição. Quem não se lembra dos “dois minutos”? Genial. As principais vitimas dele foram a samambaia chorona da Tati Bione quando ele questionou a sexualidade dela e o mosca morta do Marcos que, quando teve a chance de confrontar o doutor, amarelou e ficou com fama de “frouxo”. Mesmo ganhando torcida contra de uma boa parte do público, Marcelo ganhou a simpatia de uma outra parte. Dele é também a melhor eliminação da história do BBB (e só não seria da história, pois o Dudu Judas Pelizzari fez o favor de ser eliminado contra a JacoBeker na Fazenda 3). Depois de surtar lindamente, ele foi para o paredão com a amiga Gyselle e a samambaia morta da Juliana. Aí, todos achavam que ele iria ser eliminado com uns 150% de rejeição. Então, numa reviravolta histórica a Juliana tomou no tooba com 50% dos votos contra 47% do Marcelo e apenas 3% da Gyselle. Foi maravilhoso.

Na outra semana Marcelo rodou com 77% dos votos contra o já favorito Rafinha. Mesmo assim sua participação foi genial. Seu único erro foi brigar com a Gyselle durante a estadia dele. Além dela ser a melhor amiga dele no BBB, ela era a queridinha de uma boa parte do público.

Se o Marcelo tivesse ganhado, essa retrospectiva iria parar por aí. Mas como não foi assim, vamos falar de quem se “destacou”. Começamos com a Natália. Depois de tentar entrar no BBB4 quando perdeu para Solange, ela conseguiu entrar no BBB8. Ela era divertida, mas faltou uma pegada mais carismática e um elenco de apoio melhor. E temos os finalistas. Os dois finalistas mais sem graça da história. De um lado a cajuína Gyselle. A participante mais sonsa do BBB, tinha um passado bem safadinho lá na França e aqui se fez de santa do pau oco. Uma samambaia em estado de hibernação constante. Ela foi ajudada por dois fatores: primeiro, a inclusão do paredão triplo que sempre favorecia as samambaias da vez a deixando em terceiro lugar na preferência, dando a ela mais semanas na casa, e em segundo, a forte torcida nordestina (principalmente do seu estado Piauí) que fez uma torcida organizada para votar em massa nela. E o vencedor, o Rafinha. Depois de entrar como terceira opção, o músico foi outra planta durante a edição. Só que menos fake que a Gyselle. Ele também foi ajudado por dois fatores: como intregrante de uma banda ele se enquadrava no estilo emo (mesmo não querendo ser rotulado assim) e naquela época o emo estava no auge da modinha o ajudando a ganhar muitos votos e depois teve aquele papo de ser fiel à namorada e blá, blá, blá também ajudou bastante a ganhar a simpatia do público.

Mesmo assim eles protagonizaram umas das poucas polêmicas que não envolveram o Marcelo. Com uma final com recorde de 75.637.402 milhões de votos, segundo o Boninho e o Bial houve um empate entre os dois. Por isso, teve que ser dado mais dois minutos de votação para desempatar. Eu pergunto: como em 75.637.402 milhões de votos acontece um empate? Se nem em votação para presidente de turma de 1° série acontece empate, no BBB vai rolar? Para comentar isso queria chamar a participante Brook do The Amazing Race 17. Querida Brook você acredita nesse empate no BBB8?

Aham,Claúdia!Senta Lá!

Valeu,Brook!

Duas novidades importantes vieram desse BBB: o já citado paredão triplo e o Big Fone.

BBB9

Joana D’Arc & O Mentiroso

Em 13 de Janeiro de 2009 começou mais uma edição do BBB. Depois da queda drástica de audiência que o programa enfrentava (e enfrenta), Boninho resolveu fazer um monte coisas só quase ao mesmo tempo. Aquela babaquice da casa de vidro dentro e fora da casa oficial, a divisão de lado A e B, as escolhas de duas pessoas da terceira idade e muitas outras intervenções que no frigir dos ovos não deram em nada. Ajudaram em alguns momentos, mas o grande foco desse BBB já tinha sido visto em outros. A síndrome da Perseguição levou a Ana Carolina a se torna uma das principais dessa edição. Queira você ou não.

Mas a Ana fez o favor de elevar a sua síndrome de perseguição ao extremo, pois ninguém realmente a perseguiu. Mas mesmo assim, ela conseguiu ganhar a simpatia de grande parte do público. Como isso aconteceu? Explico. Ana não era carismática ou muito menos injustiçada. Ela era mimada, chorona e em muitas vezes chata. Então, o que o público viu nela? Sabe quando você assiste a algum jogo da Copa e tem um time forte contra um time sem prestigio e fraco (é claro, se o time forte não for o Brasil) e você começa a torcer para o time fraco, pois eles estão lá com a maior força e garra mesmo sabendo que eles vão levar uma lavada? Foi mais ou menos isso que aconteceu com a Ana. Com tudo indo contra ela (além das características já citadas, ela era uma mulher no BBB que já tinha uma situação de vida estabilizada para os padrões brasileiros e de vencedores de BBB) ela resolveu apostar todas as fichas na história “a pobre menina rica que sofre perseguição” e foi com uma garra, uma vontade, uma certeza tão grande que muita gente começou a acreditar no complô contra a pobre Ana. Seu ápice veio quando ela “lutou” contra o Newton e Ralf. Bateu boca com uma paixão tão intensa que parecia um filme de alguma operaria no meio do século 21 em busca de direitos iguais. E com esse desempenho ela começou a crescer no jogo e ganhou muitos fãs e, é claro, gente que a odiava. Apesar disso, ela nadou e morreu na praia. Mas ela não caiu tão fácil assim. Depois de enfrentar seis paredões, ela caiu no antepenúltimo. E só foi eliminada, pois enfrentou duas torcidas unidas contra uma só. Caso tivesse passado direto vencendo a prova do líder, Ana deveria ter levado o prêmio com uma boa margem de vantagem.

E quem teve a proeza de derrubar a favorita foi o casal mais fake do BBB (num lugar onde todos os casais são de alguma maneira fake): Max e Francine. Ou Maxine. Todo o fake veio de apenas um lado. Max é o vencedor menos merecedor de todos os tempos. Me desculpe quem gosta dele, mas é assim que eu vejo. Ele seguiu os caminhos do Alemão, mas não fez por merecer. Primeiro, não teve o talento de criar algo realmente convincente com a participante mais carismática da edição. Era tudo muito artificial do lado dele. Frio. Sem pegada. Chato. Ele parecia que calculava todos os passos e os executava com precisão cirúrgica. Todo muito limpo. Sem emoção. Todo o apelo do casal vinha da Francine. E assim como a Ana, ele não ganhou o público por ele mesmo (além de sem graça, ele era pedante ao extremo). E sim pelo estilo de jogo. Aqui, se aliar a Francine. Sem o Max, ela provavelmente tinha ganhado o BBB. E olha que eu não gostava dela. Ela conseguiu dar um ar de originalidade ao programa com seu jeito meio menina, meio nonsense, meio bobinho. E ao contrário do “amado” não fugiu quando foi chamada para o fight. Infelizmente, só ela que não viu que ela estava sendo usada apenas por ser usada. Realmente, uma pena.

É.

Como elenco de apoio desses três temos alguns personagens muito interessantes. Primeiro, a Priscila. A segunda colocada fez um papel que não tinha no BBB desde o primeiro: a gostosona com personalidade. De todos ali, ela era a que mais tinha noção do jogo. E conseguiu (mesmo usando o corpo, e que corpo!) quebrar barreiras quando quase ganhou o BBB. Do lado na Ana, tinhamos a vovô Naná. Aquela velhinha safada! Cobra criada, a senhora foi a jogadora mais esperta e perigosa desse BBB. Depois de falar mal da Ana, se juntou a ela criando a primeira relação “vovô e neta”. Sempre com um olho no peixe e outro no gato ela soube administrar tudo muito bem dando corda para Ana. E conseguiu escapar de dois paredões antes de sair. Uma coisa eu devo elogiar: em um programa que todos têm seu estereotipo já determinado, ela conseguiu surpreender. Quem poderia imaginar que aquela senhora que deveria ser um doce e tratar todos com uma candura de santa era uma víbora? E é claro tivemos a Maíra. Saída daquela bolha dentro da casa (mais uma palhaçada dessa edição), ela só precisou disso para ganhar um destaque aqui:

(e olha que eu nem citei o vídeo dela que caiu na internet)

Boninho Awards



Do BBB8 temos

Melhor Ator Coadjuvante:Marcelo pela doentia atuação em “Um Maluco no Pedaço”
Melhor Briga:Marcelo contra Fernando em “Tira a camisa!Levanta para o alto e começa a rodar”

E do BBB9

Melhor Ator:Max enganando quase todo mundo em “O Homem de Gelo”
Melhor Atriz:Ana por sua verão moderna de “Joana D’arc”
Melhor Atriz Coadjuvante:Priscila por “Gostosa é Pouco!”
Melhor Atriz Coadjuvante:Naná pela adaptação do conto de Stephen King “A Avó de Rosemary”
Melhor Briga:Francine contra Maíra em “Eu Sou Burra?”
Melhor Música:If I Were a Boy cantada por Beyoncé


Nota do Autor:como em qualquer premiação, sempre há uma pessoa injustiçada. Aqui é a Francine, fazer o que?

E está chegando a hora.No próximo BBB do Povão teremos o BBB10 (ou não?) e a premiação! Aguardem! Até lá!

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