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>Pornografia Verde

August 23, 2010

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Sério. Que coisa mais bizarra.

Clipado de O Globo:

“Eu sou uma libélula macho. E antes de acasalar com a minha parceira, limpo a sua bolsa vaginal para que apenas o meu esperma fique lá, bem limpinho. Depois eu a faço espalhar seus óvulos pelos campos e enfim a solto.”

É com textos assim – ditos sem esconder palavras como pênis, ânus, vagina – que se desenrola “Green porno”, série de curtas escritos e produzidos por Isabella Rossellini, que também atua neles e ainda dirigiu alguns episódios, ao lado de Jody Shapiro. Lançada em 2008 nos Estados Unidos, a série finalmente estreou na TV brasileira, ainda que sem alarde. “Green porno” vem sendo exibida nos intervalos noturnos dos filmes do canal por assinatura Max, quase escondido.

O curioso é que, apesar do nome, “Green porno” (“Pornografia verde”) é, na verdade, um programa educativo, sobre sedução e acasalamento, do ponto de vista do macho da espécie. Por isso, apesar de serem exibidos no Sundance Channel – canal de filmes independentes americano, que é um dos produtores executivos -, os curtas também passaram no canal público americano PBS, pelo seu teor didático. Mas, aqui, talvez devido ao nome, eles estão sendo exibidos antes dos filmes calientes da produtora Penthouse que o canal Max transmite em sua grade da madrugada. Parece que o programador não viu e foi enganado pelo título.

Isabella contou, na época do lançamento da série, que optou pelo formato curto (cada episódio dura cerca de dois minutos) por causa da internet, onde, aliás, os filmetes podem ser vistos por qualquer um, seja no YouTube ou no site do Sundance Channel. A atriz também disse que procurou um formato que fosse bastante visual e também algo cômico. E, de fato, é impossível não rir ao vê-la vestida de aranha, mosca, minhoca, libélula ou lesma, em trajes bastante caprichados e coloridos, fazendo uma voz boba, acentuada por seu sotaque característico. É quase uma teletubby do sexo.

A primeira temporada de “Green porno” – que é a que está em exibição atualmente aqui – teve apenas oito episódios, porque o formato ainda estava sendo testado. Como a resposta foi boa, a produtora de Isabella criou mais duas temporadas – com mais episódios no total -, e passou a retratar exclusivamente insetos, principalmente os mais comuns nas cidades grandes, para que as pessoas pudessem se identificar mais.

Geralmente a atriz atua sozinha, interagindo com bonecos. Mas, no episódio das abelhas, apareceram coadjuvantes – os zangões -, entre eles seu filho, Roberto Rossellini, e ainda Dallas Giorgi e Louis Giacobetti. Já a larva “bebê” de abelha foi interpretada por Ona Arbey. Nos demais episódios, é Isabella quem faz tudo solo, dando quase um tom de performance alternativa ao produto final.

Em abril deste ano, a atriz anunciou que estava encerrando a produção da série. Mas, para quem ainda não conhece, foi lançado pela Harper Collins “Green porno: a book and short films by Isabella Rossellini” (US$ 16 na Amazon, mais o frete), um livro ricamente ilustrado com os bichos mostrados no programa, que vem acompanhado de um DVD com todos os episódios da série. Por enquanto não há indícios de que ele vá ser lançado por aqui.

From → clipping, Mais, Mari

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